Se tu és obrigado e conjurado para amar alguém, este é o teu objetivo vital. “É impossível ser feliz sozinho” – já dizia Tom Jobim. O que levar-nos-ia a outras conjecturas que, se me permitem, as farei num momento de oportunidade mais adequada. Até mesmo questões como o livre-arbítrio e destino – se é que estas não estaria diretamente ligadas. Se, por acaso, vislumbra-te em cegueira paixão por uma princesa. Princesa, esta, de total difícil acesso. De fato, mas, vosso coração assim escolheu como ser. Por conseguinte, partindo do princípio do “único amor”, vosso coração escolheu este, da princesa, para ser velado e jazer eternamente no jardim de rosas ou na constelação Três Marias desta princesa.
É sabido, então, deste amor imortal. Da incondicionabilidade deste. Vosso coração cabe somente aos domínios da princesa. Mas, e o da princesa? Caros peregrinos, aqui chegamos ao ponto alto da questão. Será, consideravelmente, efeito de “coincidência” se o coração da formosa donzela de rosa corresponder em igualdade as canções propostas pelo vosso coração de poeta apaixonado? Aqui nos baseamos na teoria do caos. Um portador de verdade é o que quer que se possa dizer verdadeiramente que é verdadeiro. Mas será, essa verdade, universal?
Paixão é momento, amor é comodismo. Se esta duas almas aqui apresentadas apaixonaram-se em primeiro momento, que beleza o mundo será daqui para frente. Porém, não sejamos tolos de deixá-los juntos para a eternidade. O futuro destruirá o coração de um desses dois, enquanto o outro, sabendo que o amor verdadeiro é um só, definhará em seu âmago para sempre, procurando em outros beijos, àquele que uma vez teve entre as constelações de seu universo.
Amarás apenas uma vez. Decepcionar-se-á o dobro dessas, em procura daqueles mesmos abraços. Porém, não te preocupas: tua princesa passará pelo mesmo, se der o azar do único amor que ela sentira no coração, ter achado, em outra, este mesmo amor. A ironia cíclica, essa que chamamos de amor, levará o ser humano ruína daquela que tanto vêem falando. Aquela, a tal da poesia...
sábado, 8 de setembro de 2007
pessimismo poético.
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Um comentário:
é sempre difícil falar sobre amor. Mas é compensador pra quem lê, pelo menos! hehehe
beijo!
:*
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