sábado, 8 de setembro de 2007

pessimismo poético.


Se tu és obrigado e conjurado para amar alguém, este é o teu objetivo vital. “É impossível ser feliz sozinho” – já dizia Tom Jobim. O que levar-nos-ia a outras conjecturas que, se me permitem, as farei num momento de oportunidade mais adequada. Até mesmo questões como o livre-arbítrio e destino – se é que estas não estaria diretamente ligadas. Se, por acaso, vislumbra-te em cegueira paixão por uma princesa. Princesa, esta, de total difícil acesso. De fato, mas, vosso coração assim escolheu como ser. Por conseguinte, partindo do princípio do “único amor”, vosso coração escolheu este, da princesa, para ser velado e jazer eternamente no jardim de rosas ou na constelação Três Marias desta princesa.
É sabido, então, deste amor imortal. Da incondicionabilidade deste. Vosso coração cabe somente aos domínios da princesa. Mas, e o da princesa? Caros peregrinos, aqui chegamos ao ponto alto da questão. Será, consideravelmente, efeito de “coincidência” se o coração da formosa donzela de rosa corresponder em igualdade as canções propostas pelo vosso coração de poeta apaixonado? Aqui nos baseamos na teoria do caos. Um portador de verdade é o que quer que se possa dizer verdadeiramente que é verdadeiro. Mas será, essa verdade, universal?
Paixão é momento, amor é comodismo. Se esta duas almas aqui apresentadas apaixonaram-se em primeiro momento, que beleza o mundo será daqui para frente. Porém, não sejamos tolos de deixá-los juntos para a eternidade. O futuro destruirá o coração de um desses dois, enquanto o outro, sabendo que o amor verdadeiro é um só, definhará em seu âmago para sempre, procurando em outros beijos, àquele que uma vez teve entre as constelações de seu universo.
Amarás apenas uma vez. Decepcionar-se-á o dobro dessas, em procura daqueles mesmos abraços. Porém, não te preocupas: tua princesa passará pelo mesmo, se der o azar do único amor que ela sentira no coração, ter achado, em outra, este mesmo amor. A ironia cíclica, essa que chamamos de amor, levará o ser humano ruína daquela que tanto vêem falando. Aquela, a tal da poesia...

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

the empires strikes back

o homem, no decorrer da sua história, tem feito de seu livre-arbítrio uma arma de auto-destruição. e assim, disse Paulo: "dizendo-se sábios (os homens), tornavam-se estultos e deixavam a glória de Deus incorruptível, de aves, de quadrupdes e de répteis"
quando tivermos o coração e espírito puros, só então teremos ânimos para superar o medo de que se apossou do mundo.

"bem aventurados os puros de coração, porque, eles verão a Deus."


d'o tempo.
de como a viagem é necessária.

sobre as mais virtuosas vertentes do tempo, todavia, escravizemos-nos. ou que deixemos-nos ser escravizados.
em minhas mais profundas reflexões dos ponteiros; vemos em momentos de alegria o decorrer, deste mesmo, em abrupta velocidade. não esta, obstante, uma consagrada ao tempo. porém, uma de estilo característico do ponto de saída ao de chegada. conquanto, não, deveras, característico ao que se dá até ao final.
se tivermos, como numa televisão, uma metralhadora de elétrons, para ser absorvida por fósforo e virar energia luminosa.. que faça-se a luz, não através de meus fósforos, mas que os teus olhos iluminem o caminho que percorrerei. este, que de longo tem o nome e as quadras até teu quarto, até tua cama, teu deleito, teu coração. através de viagem no tempo - e assim, quebrando qualquer conceito einsteriano - fui até o passado, recolhi tudas memórias, anotei os teus desejos e encantos e trouxe para o nosso presente referencial. esse foi o meu presente - o teu coração. tornei-me diferente do que o meu presente referido era, para tornar-se dono do teu coração e, assim, provar Newton acertou se um dia, tu fizer o mesmo. sobre o presente certo, é incerto afirmar que está certo sobre o presente que me fiz. o que me dei. o presente que te dei. a verdade é tal, que escolhi outras necessidades para o meu ser: fazer e ser diferente, esquecendo que aqui dentro também bate o que não é de chocolate - xuxa, como eu te odeio - construindo um altar pr'o vosso nome em cima da moradia de meus conseguintes. presente, este, que atribuímos ao passado que me referi. e, de tal forma, mudei este quando fiz a minha viagem. senão, seria, de fato, um presente diferente do qual era "real" e - quem sabe, até - verdadeiro.



clicar acima para visualizar a representação.


serei, eu, justo? fiz o que há de chamar de "certo"?
o que me importa? eu tenho seu coração.
mudei? de tal forma que abri mão de meu caminho para tornar o que no singular e possessivamente chamava, para a pluralidade dessa vida que escolhi para o meu ser.
é Nosso.
é Você.
Somos nós.

sábado, 28 de abril de 2007

sei lá, viu.


eu tento e tento me prender a menor quantidade possível a computador. mas, sei lá, eu não gosto de deixar de escrever. ou seja, quando eu não estou aqui, eu estou escrevendo coisas e guardando na bolsa do meio da minha mochila (pra ninguém ver). e quando não estou fazendo isso, então, vou estar escrevendo aqui, para que eu não deixe de escrever em momento algum. entendeu a ética dessa moral?
pois, então, eu vou começar assim. eu não vou, aqui, virar e falar: puta que ô pariu, a minha vida tá um cocô nojento... com spiderwebs e tudo mais. aqui, então, isso não será dito. pois, pretendo mostrar esse trem aqui para outras pessoas. e eu não quero que achem que eu sou alguém que precisa de um intermédio virtual para depositar meus problemas. mas, peraí, eu estou reclamando da minha vida já.
eita...
o problema é o seguinte: eu duvido MESMO que haja uma pessoa chamada Psicólogo que possa resolver seus problemas. assim, uma vez eu pensei em visitar algum. e, realmente, fui. mas não passei das duas semanas. eu acho que o melhor psicólogo é aquele que você pega na agendinha do celular, liga e fala: aqui, cara, não tá dando... preciso conversar com alguém, você pode me encontrar agora. e não um: bom dia, meu nome é maria cleusa e você pode escolher se paga agora ou no final da consulta.
o problema é a revolução. precisamos fazer a revolução dos bichos. quem foi que disse que os cachorros eram os mais inteligentes? orwell foi lá e tacou os porcos como os líderes independentes da fazenda. eu já ouvi falar disso, sabe, sobre os porcos. vou até dizer aonde, pra não pagar de intelectuar: foi numa revistinha da mônica, onde o cascão propusera um desafio com o cebolinha, que foi: floquinho vs. chovinista e que tal decisão entre porcos e cachorros fora definida como ganhada, pelos porcos, à voz do protagonista da história. mas, talvez o Maurício de Souza não acreditasse tanto nesse concenso de inteligência dos pobres leitões e colocou o floquinho como grande vencedor da disputa, desmerecendo toda a história antiga proposta e imperializando a figura do cebolinha.
eu vejo assim: Cascão, o grande socialista. não tem muito dinheiro, porém, trabalha duro para conseguir alguns trocados quando quer comprar alguma coisa. já vi histórias que ele constrói carrinhos de madeira para ajudar a levar compras das pessoas da sua rua. talvez o mais odiado personagem da Maurício de Souza Corp. o personagem sofre grande preconceito por sua decisão de nunca tomar banho, apanha sempre da personagem Mônica e é, visivelmente, um fracasso perante seus colegas. contribui com Cebolinha, o grande social-nacionalista. quer sempre tomar o poder das mãos da dona da rua. toma o poder como grande ditador sobre a turma, onde ele dita suas ordens para um pequeno proletário (cascão), que apóia sua idéia para melhores condições de vida no ambiente de seu convívio. não desiste nunca e vai até o fim para conseguir subir ao poder. lembro-me de histórias onde ele colocava uma grande pedra no alto de uma montanha para acertar sua colega, Mônica. e já que falamos dela, está na hora de julga-la. Mônica, o próprio Bush, porém, não-imperialista. não liga tanto para o seu próprio poder quanto àquele que deseja tomá-lo, porém, governa o seu país com mão-de-ferro aniquilando àqueles que assim desejam tomar seu lugar. governa de modo imbecil o que lhe foi dado pela sua força armamentista e tenta tomar sua vida, sempre caindo em armadilhas para esta mesma tomada, porém, as investidas da opressão serem um total fracasso, sua mera inteligência lhe é capaz de tomar as providências cabiveis para que isso não seja possível.
Sejamos justos: o mundo é injusto.