
eu tento e tento me prender a menor quantidade possível a computador. mas, sei lá, eu não gosto de deixar de escrever. ou seja, quando eu não estou aqui, eu estou escrevendo coisas e guardando na bolsa do meio da minha mochila (pra ninguém ver). e quando não estou fazendo isso, então, vou estar escrevendo aqui, para que eu não deixe de escrever em momento algum. entendeu a ética dessa moral?
pois, então, eu vou começar assim. eu não vou, aqui, virar e falar: puta que ô pariu, a minha vida tá um cocô nojento... com spiderwebs e tudo mais. aqui, então, isso não será dito. pois, pretendo mostrar esse trem aqui para outras pessoas. e eu não quero que achem que eu sou alguém que precisa de um intermédio virtual para depositar meus problemas. mas, peraí, eu estou reclamando da minha vida já.
eita...
o problema é o seguinte: eu duvido MESMO que haja uma pessoa chamada Psicólogo que possa resolver seus problemas. assim, uma vez eu pensei em visitar algum. e, realmente, fui. mas não passei das duas semanas. eu acho que o melhor psicólogo é aquele que você pega na agendinha do celular, liga e fala: aqui, cara, não tá dando... preciso conversar com alguém, você pode me encontrar agora. e não um: bom dia, meu nome é maria cleusa e você pode escolher se paga agora ou no final da consulta.
o problema é a revolução. precisamos fazer a revolução dos bichos. quem foi que disse que os cachorros eram os mais inteligentes? orwell foi lá e tacou os porcos como os líderes independentes da fazenda. eu já ouvi falar disso, sabe, sobre os porcos. vou até dizer aonde, pra não pagar de intelectuar: foi numa revistinha da mônica, onde o cascão propusera um desafio com o cebolinha, que foi: floquinho vs. chovinista e que tal decisão entre porcos e cachorros fora definida como ganhada, pelos porcos, à voz do protagonista da história. mas, talvez o Maurício de Souza não acreditasse tanto nesse concenso de inteligência dos pobres leitões e colocou o floquinho como grande vencedor da disputa, desmerecendo toda a história antiga proposta e imperializando a figura do cebolinha.
eu vejo assim: Cascão, o grande socialista. não tem muito dinheiro, porém, trabalha duro para conseguir alguns trocados quando quer comprar alguma coisa. já vi histórias que ele constrói carrinhos de madeira para ajudar a levar compras das pessoas da sua rua. talvez o mais odiado personagem da Maurício de Souza Corp. o personagem sofre grande preconceito por sua decisão de nunca tomar banho, apanha sempre da personagem Mônica e é, visivelmente, um fracasso perante seus colegas. contribui com Cebolinha, o grande social-nacionalista. quer sempre tomar o poder das mãos da dona da rua. toma o poder como grande ditador sobre a turma, onde ele dita suas ordens para um pequeno proletário (cascão), que apóia sua idéia para melhores condições de vida no ambiente de seu convívio. não desiste nunca e vai até o fim para conseguir subir ao poder. lembro-me de histórias onde ele colocava uma grande pedra no alto de uma montanha para acertar sua colega, Mônica. e já que falamos dela, está na hora de julga-la. Mônica, o próprio Bush, porém, não-imperialista. não liga tanto para o seu próprio poder quanto àquele que deseja tomá-lo, porém, governa o seu país com mão-de-ferro aniquilando àqueles que assim desejam tomar seu lugar. governa de modo imbecil o que lhe foi dado pela sua força armamentista e tenta tomar sua vida, sempre caindo em armadilhas para esta mesma tomada, porém, as investidas da opressão serem um total fracasso, sua mera inteligência lhe é capaz de tomar as providências cabiveis para que isso não seja possível.
Sejamos justos: o mundo é injusto.
2 comentários:
(:
hahahahahaha
por incrível que pareça eu me lembro bem dessa histórinha da mônica, com relação ao porquinho e ao floquinho. Isso faz um bom tempo...
Poxa, fiquei encantada com o seu poder em desvendendar toda a política por detrás de uma história em quadrinhos que aparentemente é para crianças. Será que elas percebem tudo isso? Seria bom, não? hehehe
Beijo.
:*
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